segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Um post com tomates


O tomate que trouxe da horta do meu pai já amadureceu bem. E agora? Compota de tomate para o ano inteiro ou molho de tomate para uns meses?

domingo, 31 de Agosto de 2014

...

Agosto não foi propriamente um mês fácil. Sim, estive de férias, mas estas foram as férias mais cansativas que tive. Foram também as melhores. Estranho, não? Fui um dia à praia. Um dia. Não que me faça muita falta, mas acho que mais dois ou três dias não tinham calhado mal. Também passei um dia maravilhoso na praia fluvial de Valhelhas com o meu mais que tudo, a filhota e alguma família e foi tão bom que nem me lembrei de pegar na máquina fotográfica. A Carolina esteve com os avós, os bisavós, tios e primos e nos nos outros fins de semana também andou a ver restante família. Saímos muito e isso cansou-me, trocou-me os horários, deixou-me mesmo exausta. Muitas dores nas pernas e nas costas e poucas horas de sono. Afinal, já não tenho a resistência que tinha e esqueço-me disso. Quero chegar a todo o lado, fazer tudo e ao fim do dia, estou ko. 
Amanhã começa o meu ano novo. Outras rotinas e outros horários esperam-nos e estou farta de pensar nisso, receosa até. Tenho algum medo de não me aguentar no trabalho com duas funções acumuladas, tenho algum medo de deixar a Carolina demasiado tempo na creche naqueles dias mais complicados, tenho medo de perder o crescimento dela, os pormenores que até agora conseguia ver todos os dias. Tenho medo de não me organizar em casa como gostaria, de me esquecer de coisas importantes. Se este mês foi difícil, Setembro não será muito diferente mas tudo entrará nos eixos porque tem mesmo de ser assim. Mas vá... é tempo de deixar de pensar nisto e entrar amanhã com o pé direito. Que tudo nos corra bem, é o que desejo.

...

(...) Quando nascem os filhos as mães contam que são assoberbadas por um amor inexplicável, e os filhos? Também nós filhos somos vitimas deste amor inexplicável que sentimos pelas mães, tal como não consigo explicar o amor que sinto pelo meus filhos muito menos consigo explicar o amor que sinto pela minha mãe (...)

Do blogue Crónicas de uma grávida acamada

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

O primeiro dia

Foi hoje. Hoje foi o primeiro dia em que deixei a minha bebé na creche durante duas horas e meia. Andei a mentalizar-me a sério nas últimas semanas. Senti crescer dentro de mim um medo tão grande e diferente de qualquer coisa que já tivesse sentido, algo de tão avassalador que me fazia ter vontade de chorar a toda a hora. Passou. Mentalizei-me e deixei que a razão ficasse do meu lado. Ontem, depois de uma conversa com a educadora  fiquei mais tranquila.
Hoje de manhã despedi-me e a Carolina nem olhou para mim, estava demasiado absorvida com tudo aquilo que via - as outras crianças, os brinquedos, as caras novas, as cores e o espaço. Saí tranquila, sem voltar para trás e só liguei para o colégio a avisar que me tinha esquecido da fruta do almoço. Andei a tratar de outros assuntos enquanto fazia tempo para a ir buscar - comprar lençóis para a cama de grades e alguma roupa prática que já lhe fazia falta. Ainda andei a dar uma vista de olhos às novas coleções de mulher mas não houve nada que me chamasse a atenção.
Entretanto as duas horas e meia já tinham passado e fui busca-la. Quando cheguei recebeu-me com um sorriso enorme e começou logo a levantar os braços. Parece que ainda conseguiu dormir de manhã e comeu muito bem o almoço. Não chorou e esteve bem disposta. Esperemos que os próximos dias corram tão bem como o de hoje. :)

sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Gelatinas

Nunca fui grande apreciadora deste produto e há uns bons anos, quando descobri que era feita, nunca mais lhe toquei  :S
Há uns meses comecei a consumir gelatina Alsa, a única gelatina vegetal vendida em supermercados. Claro que tem de ter algumas desvantagens e a quantidade de açúcar que possui deixa muito a desejar.
Entretanto descobri estas gelatinas da marca Condi e estou desejosa de as experimentar. Provavelmente até têm a mesma quantidade de açúcar mas... sempre se varia mais nos sabores.

...


Devia escrever mais, escrever para não esquecer. Por muito que queira, há pormenores que se  perdem, coisas que passam ao lado, dias dos quais não nos lembramos tão bem. 
A Carolina já está com seis meses e meio e não escrevi muito sobre ela, sobre os nossos dias. Acorda sempre com um sorriso nos lábios. Quando lhe peço um beijinho, abre a boca e encosta-a à minha cara e eu acredito que me dá mesmo um beijo mesmo que ela ainda não perceba o que é. Falo-lhe no Sushi e ela olha para baixo, à procura dele, mexe muito as pernas e dá gritinhos quando o encontra. Ele tem medo... olha-a com algum receio mas já se aproxima um bocadinho mais. Tudo a seu tempo. 


Num instante começou a rebolar para um lado e para o outro. Gosta de dormir de barriga para baixo mas agora já consegue virar bem a cabeça. A primeira vez que o R. a encontrou assim, teve um susto de morte: tinha a cara espalmada contra o colchão e, no entanto, dormia tranquilamente. Desde que nasceu que mama bem e tenciono continuar a amamenta-la até poder. Gosta muito de festinhas nas pernas e delicia-se com o banho. Sorri muito e sorri para quase todas as pessoas, mesmo as que não conhece. Gosta muito de comer, come sopa e papa como se sempre o tivesse feito e nunca se queixa da fruta, só não liga muito a banana. Nunca gostou de chuchas apesar de ter experimentado mais de meia dúzia delas, todas diferentes. Agora deu para chuchar no polegar quando tem sono e, se está ao nosso colo, é vê-la a encostar a cabecinha ao ombro e a por o dedo na boca. Felizmente, não está sempre nisso, acho que é apenas uma forma que ela arranjou de se consolar sozinha. 

Ser mãe é tão bom. E ter uma família é ter o melhor do mundo. 

quarta-feira, 13 de Agosto de 2014

Seis meses


Fez seis meses no dia sete. Seis meses que passaram tão depressa e que nem me deram tempo para respirar com mais calma. 
A maternidade é mesmo assim, faz-nos ficar ofegantes de tantas emoções juntas. 

[nesta fotografia está vestida com com o meu vestido de batismo, um vestido pequenino e simples que a minha mãe guardou e que eu sempre disse que um dia iria vestir à minha filha - eu sabia que ia ter uma filha...] 

sábado, 9 de Agosto de 2014

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

To sleep or not to sleep?

Há umas semanas que andava confusa sobre a melhor forma de adormecer a Carolina. Havia dias em que ela dormia bem e outros em que acordava muitas vezes, no entanto, as sestas tornaram-se o grande problema. Se em recém-nascida dormia muito bem de dia, com o passar das semanas e a partir dos três meses, começou a dormir muito menos. Tal facto não me espantou... estava e está a crescer, a frequência e a duração das sestas diminuiu e passou a estar mais tempo acordada, no entanto, dormia mal. Fazia sestas muito curtas e para adormecer choramingava quase sempre ou então, adormecia a mamar. Eu sabia que estava a proceder mal quando permitia que ela adormecesse na mama mas preferia isso a ouvi-la chorar...
Andava nisto há algum tempo quando ouvi falar no livro da Filipa Fernandes - 10 dias para Ensinar o seu Filho a Dormir  - e no próprio dia fui comprá-lo. Li-o aos bocadinhos, entre sopas, sestas curtinhas, brincadeiras e mudas de fralda e no fim achei que não seria assim tão complicado implementar a rotina de que a autora falava no livro. Além do mais, a linguagem era tão clara e direta que por momentos pensei que o livro tinha sido escrito propositadamente para mim! 

Quinta-feira foi o primeiro dia e não foi nada fácil... mas não desisti. Paciência, persistência e consistência, três palavras-chave para que tudo desse certo. Nessa noite, li o livro mais uma vez e no dia a seguir voltei a ler algumas páginas. E reli tudo outra vez e mais uma vez. O que é certo é que desde ontem que já noto grandes progressos no sono da Carolina: neste momento está a dormir três sestas por dia com a duração de uma hora e meia ou duas horas cada uma e demora cerca de quinze a vinte minutos a adormecer. Já a consigo deitar sempre acordada e apesar de ainda refilar algumas vezes, também já se consegue acalmar sozinha, tanto de dia como de noite. 
Confesso que ainda é difícil ela não adormecer, à noite, enquanto mama, mas tenho feito o que está escrito no livro e tento que ela arrote sentada e não ao meu ombro, despertando-a um pouco mais para que depois ela perceba que vai para o berço. 


Ainda não está terminado todo este processo de ensinar a Carolina a dormir, mas sinto-me tão contente com os progressos já alcançados que tinha de escrever que sim, é possível melhorar o sono dos nossos bebés. 
A felicidade pode ser tão simples como isto. :)

[Para os interessados, aqui está a página de facebook da autora do livro]